Grande Prêmio Enor 2006 ex-aequo

Metro do Porto.

Porto.

 

Eduardo Souto de Moura.

 

Coordenador:

Adriano Pimenta.

 

Colaboradores:

André Campos, Ricardo Tedim, Ricardo Carrilho, Joana Pinho, José Carlos Mariano, Bernardo Durão, Diogo Crespo, Manuel Pais, Nuno Flores, Nuno Lopes, Tiago Coelho, Tiago Figueiredo, Eduardo Pereira, Pedro Chimeno.

 

 

O poeta Pablo Neruda quando recebeu o Prémio Nobel, incluiu no seu discurso de agradecimento um fragmento de Rimbaud: “… ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades”.

 

Quando descermos de manhã, a Av. da República vindos de Stº. Ovídio e atravessarmos a Ponte Luís I, “… armados de uma ardente paciência, entraremos numa esplêndida cidade, o Porto”.

 

 

A NORMETRO não tendo prioritariamente uma vocação poética, tentou incluir essa componente no seu projecto do metro de superfície.

 

 

 

 

Parecendo inicialmente “quase” impossível compatibilizar as rigorosas regras técnicas que determinam o sistema, com a acidentada topografia do Centro Histórico, fomo-nos ao longo do projecto, apercebendo da sua viabilidade.

Com o desenvolvimento do trabalho, algo que poderia parecer um obstáculo, um sistema fechado e incómodo, veio a transformar-se num factor de redesenho da cidade.

 

 

Pequenas alterações de cotas de ruas, reajustes de concordância de guias, pavimentos, jardins, árvores, iluminação e mobiliário urbano, são alguns dos pontos de requalificação que o metro de superfície sugere, que a cidade precisa e que não podemos adiar.

 

 

 

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